O título já diz tudo, esse game é baseado em esferas: Cada área é dividida em várias telas e cada tela uma infinidade de esferas. Parece estranho e complicado, mas na verdade é incrivelmente divertido e empolgante, com uma jogabilidade que lembra os clássicos RPGs 2D variando da época de Zelda (aquele dos tempos do NES ou SNES) até Viewtiful Joe.
Odin Sphere tem uma proposta bem legal, já que você não tem que ficar se preocupando tanto com fronteiras. Porém o jogo tinha que ter um probleminha. Assim como os antigos e clássicos RPGs da velha guarda, o jogo sofre de pequenos slowdowns (uma pequena diminuição na velocidade do jogo) quando a tela está cheia de personagens. Está certo que não é nada muito gritante, mas também não é nada legal. Pronto, esse é o único problema desse jogo, pois o restante é simplesmente diferente, divertido, lindo e único!
Odin Sphere consegue ser inovador, mesmo sendo um RPG à moda antiga. Nele você não ganhará níveis automaticamente, uma vez que as suas características estão divididas em duas categorias: “hit points” (pontos de vida) e armas (chamadas de Psypher). Você utilizará Phozons, que são as “almas” dos inimigos derrotados, para melhorar essas duas características. Para melhorar seus poderes Psypher, você terá que absolver esses Phozons e para melhorar seus hit points, você precisa comer alimentos com Phozons, bastando recorrer às suas reservas de alimentos, ou em plantações feitas por você, que terão especiarias e o que mais você conseguir produzir e colher.
O jogo também não te dará muito espaço no inventário, que não é um problema, mas pode esquecer aquela velha história de ficar poupando os itens para mais tarde. Aqui você TEM que ir gastando eles (o jogo incentiva você a fazer isso) para poder acumular ainda mais itens. Daí é começar uma luta, plantar uma semente e fazer sua colheita dentre os intervalos das batalhas contra as ondas de inimigos que virão pela frente! Quando você for chegando mais longe, poderá produzir seu material em um dos armazéns que você conseguirá!
Bem diferente não é? Acredite, todas essas novidades misturadas com uma velha formula de jogabilidade fazem esse jogo ser muito bom! Agora, o melhor do jogo fica por conta da apresentação e da história! Esse game conta com uma inspiração fantástica, digna de conto de fadas! O jogo vai sendo lido por uma garotinha e é dividido em cinco livros! O primeiro fala sobre uma princesa Valkyrie, depois outras quatro brilhantes histórias contam com outros personagens, fazendo com que o jogo nunca fique entediante! Todos os heróis têm conexões entre eles, sendo realmente interessante descobrir as reviravoltas no roteiro durante o jogo. Tudo pode acontecer, um pode acabar tornando-se amigo, outro inimigo!
Já mencionei que o jogo é brilhante? A história é digna de Shakespeare! E como se ainda fosse pouco, tudo é combinado com uma qualidade gráfica de derrubar o queixo, misturada em diálogos que dão um ar de conto falado! E só para dar um “pequeno toque” a toda essa fórmula de sucesso, toda a parte musical do game ficou na responsabilidade de Hitoshi Sakimoto, aquele rapaz que fez a trilha sonora de Final Fantasy Tactics e Vagrant Story! Só isso.
O jogo mais lembra um livro interativo, com artes medievais perfeitas, elementos que realmente contam uma história, música de primeira, enfim, posso dizer sem medo de errar que Odin Sphere é uma obra prima! Um RPG-ação que mais lembra um velho game de RPG de anos atrás, graças a um velho e esquecido bom estilo de jogo, com pitadas de fantasia e toques magistrais! Perfeito para os amantes do gênero! Perder um jogo desses é negar tudo o que os bons RPGs de ação já representaram um dia! Ah! E como citei no subtítulo desse review: Outro desses, só Deus sabe quando saí! Não há muitos sendo feitos ultimamente...
Só não vai levar 10, por causa dos slowdowns.
Plataforma: Playstation 2
Data de Lançamento: 22/05/2007.
Publicado por: Atlus
Desenvolvido por: Vanillaware
Gênero: Ação / RPG
ESRB Rating (censura): Adolescente
Nota: 9.5 / 10.0
Redator: Jeancarlos Silva Mota