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One Piece: Pirates Carnival

Está pronto para se tornar o rei dos piratas? Para isso, chame seus amigos.

São mais de 430 capítulos, contando a história do garoto que resolveu se tornar o rei dos piratas e que acidentalmente comeu o “Akuma-no-mi” (fruto do diabo) que lhe deu o poder de se esticar como borracha, mas tirou sua capacidade de nadar. Esse famoso épico dos animes e mangas retorna ao Playstation 2 com um game no melhor estilo party: One Piece: Pirates Carnival. Pena que os minigames não são tão incríveis assim como a série.

Você pode até fazer o tutorial, mas é bem melhor jogar com Monkey D. Luffy e sua turma para aprender os macetes do jogo ao invés de acompanhar as instruções. Aproveite e chame mais alguns amigos, pois esses minigames temáticos forma projetados para 4 pessoas. Esse party game tem também um modo single player no qual você escolherá três personagens e três níveis de dificuldade, para serem controlados pelo computador.

O tabuleiro inicial que aparece tem 25 painéis, sendo que cada jogador escolhera um dos cantos. Após batalharem num minigame inicial para ver quem controla o painel central e inicia o jogo, cada jogador vai virando painéis para revelar cartas temáticas de One Piece, que correspondem a um valor monetário. Os painéis vêem em quatro variedades: minigame, event, captain, ou davy back fight. ‘Minigame’ é a variedade que mais prevalece e virando uma dessas cartas poderá escolher entre três minigames para poder competir com os demais. O vencedor do jogo ganha o controle sobre o painel, não importando quem o tenha virado. ‘Event’ são painéis livres e normalmente incluem um benefício especial com elas, como comandar um dos painéis de seus adversários ou receber um turno extra. Os painéis ‘captain’ têm o maior valor e são verdadeiros troféus, sendo eles três jogos em um. Em ‘davy back fight’ faz com que você conteste um painel controlado por um oponente.

Por mais que os jogos estejam envolvidos pelo absurdo e massivo ganho de pontos, a mecânica principal desses minigames sofre com a falta de profundidade e variedade necessárias. Um dos minigames mais divertidos envolve saltar em queda-livre, a 10,000 metros, visando pousar em um minúsculo barco no meio do oceano, tendo um polvo como pára-quedas, garantindo uma descida segura. Tal jogo não é muito complexo, uma vez que você só utilizará um analógico para mirar sua descida e um botão para controlar o polvo, mas é bastante competitivo e engraçado. Entretanto, a maioria dos minigames conta com esse mesmo esquema de controle. E uma outra enorme parte dos jogos pode ser controlada com o uso de um ou dois botões. Por um lado, isso pode ser bom, porque se distancia desses jogos que têm controles tão complicados, mas por outro lado é ruim, pois os games ficam bastante parecidos.

Sem mencionar que dentre os mais de 30 minigames do jogo, você só terá acesso a dois terços sem ter uma senhora frustração de ter que destravar outros quadros, o que não é muito legal para um party game, principalmente quando você começara a ver os mesmos minigames aparecendo a todo o momento, tirando de cogitação a variedade prometida.

Há também alguns pequenos detalhes que podem acabar se tornando realmente frustrantes. É possível perder mesmo que você tenha vencido a maioria dos jogos. Perder num “lucky draw” de um evento, porque o adversário era um personagem do computador em hard, pode ser realmente frustrante. A sorte também é um fator chave em muitos dos minigames e realmente pode ser irritante perder de tal forma. Menos mal que há um ajuste de nível, onde um oponente configurado para ‘easy’ poderá inexplicavelmente trucidá-lo, caso você esteja liderando o tabuleiro com uma boa vantagem, e o contrário acontece com um oponente do ‘hard’ que esteja liderando, fazendo com que ele alivie um pouco caso você esteja atrás no placar.

Pirates Carnival é um prato cheio para os fãs da série, mas as freqüentes interrupções realmente podem tirar o passo do jogo. O trabalho feito com as vozes foi muito bem feito e você perceberá isso cada vez que algum personagem falar, mesmo com as constantes mudanças de vozes que podem acontecer durante uma partida. A maioria dos minigames contém cenas animadas ou desenhadas num belo estilo mangá, todas com o estilo já conhecido de One Piece. Graficamente, o jogo é uma mistura de estilos em animação cel-shade e os personagens nos minigames são caricaturas bem decentes de seus originais.

A licença fora bem utilizada, às vezes bem demais, entre Luffy dizendo que será o rei dos piratas, explicações de regras, Buggy o Pierrô falando bobagens antes dos minigames, tela de loading, tantas coisas que você ficará desejando que a partida comece logo.

No aspecto atmosfera da festa, Pirates Carnival ocasionalmente oferece um tipo de diversão que faz as pessoas pirarem quando perderem uma partida. A falta de profundidade dos minigames faz com que ele não seja desses títulos que você jogará por muito tempo. E se não fosse o estilo de jogo de tabuleiro, talvez você não tivesse tanta vontade de jogar assim. Apesar de ser baseado em uma grande série, é um jogo bastante razoável. Como eu já disse antes, One Piece: Pirates Carnival é um prato cheio para fãs da série, caso contrário, talvez esse não seja seu jogo a não ser que você tenha outras 3 amigos com quem jogar, pois aí sim, pode ser divertido.

Plataforma: Playstation 2
Previsão de Lançamento: 12/07/2006.
Produtora: hand co. ltd / h.a.n.d.
Distribuidora: Nanco Bandai Games America
Gênero: Party Game
Expectativa: Para fãs ou para jogar com amigos. Não jogue sozinho!


Redator: Jeancarlos “Omega_Sephiroth” Mota




Redator: Carlex
Galeria (divulgação):
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