O último game da série (DRIV3R) foi um fracasso. Decepção total para os fãs. Com muitos defeitos, pouca dinamicidade, curto e uma jogabilidade horrível quando o personagem saia do carro. Mas, dessa vez, a Atari acertou em cheio na produção de Driver: Parellel Lines. O jogo, desde seu enredo à sonoplastia, é um grande título para o Playstation 2, e, com certeza, a produtora conseguiu se redimir com todos os admiradores da série.
Essa quarta edição da série Driver se passa em New York, na década de 70 (Tanner, personagem dos games anteriores, é substituído por um garoto de 18 anos, chamado The Kid), e agora trás muito mais dinamicidade ao jogo, com a possibilidade de exploração das ruas da cidade e interatividade com grande parte do cenário.
A fórmula é a mesma dos outros bons jogos da série: muita perseguição automobilística durante as missões. Dessa vez, a Reflections percebeu que a tentativa de imitar o GTA, com muitas missões em que o personagem atuava a pé, não deu certo. Outro ponto forte do jogo é que, após passar as fases, há a abertura de diversos passatempos e a possibilidade de comprar novos carros ou tunnar os carros já existentes, proporcionando mais tempo de diversão aos jogadores.
O som do jogo é uma questão à parte: Grandmaster Flash, Public Enemy, Mylo, Paul Oakenfold, Suicide, Yeah Yeah Yeahs, Arthur Baker, Lifesavas, David Bowie, Blondie, Iggy Pop, WAR, The Temptations, Funkadelic, Marvin Gaye, Parliament e Average White Band são apenas alguns dos grandes nomes que fazem a trilha sonora (composta por mais de 70 músicas) dessa nova obra de arte para o Playstation 2.
Prepare-se para voltar aos bons tempos de negócios com o crime organizado, atropelamento de tudo que tiver na calçada, perseguições com a polícia e fugas estratégicas nas ruas movimentadas de nova York. Driver: Parallel Lines responde, graças ao bom Deus, às espectativas de todos os fãs da séries e é mais um grande sucesso da parceria Atari e Reflections.