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Cold Fear

O jogo de terror atormentado da Ubisoft está cada vez mais próximo do lançamento, pelo que vestimos os nossos fatos de oleado e subimos a bordo do navio assombrado para ver o que se passa.

O clima tem um papel muito importante nas nossas vidas; então, porque não deverá ter também uma função importante nos nossos jogos? Ok, a bola movimenta-se mais depressa quando está a chover no Pro Evo e perdes energia no frio da Antárctica em The Thing, mas, para além disso, a maior parte dos efeitos climatéricos nos jogos são puramente cosméticos. Não é o que se passa com Cold Fear, uma vez que o clima pode ser o aspecto mais perigoso que poderás encontrar.

Neste título de acção de terror na perspectiva de terceira pessoa (mais utilização de armas do que no habitual género de "terror de sobrevivência"), assumes o papel de Tom Hanson, um valente agente da Guarda Costeira dos E.U.A., que tem como tarefa a investigação de um baleeiro que se afastou da rota no Mar de Bering, ao largo da costa do Alasca.

Depois de entrar a bordo, começa o pesadelo de Tom ao descobrir que a embarcação cuspida pela tempestade está repleta de cadáveres mutilados e apenas os sons da tormenta sibilante e das amarras oscilantes interrompem o suspense. Com o convés debaixo dos pés, começa a explorar o navio e a descobrir os seus terríveis segredos.

Clima hostil

Esgueirar-se pelas sombras do navio já é suficientemente aterrador, com os visuais atmosféricos a darem vida ao 'navio-fantasma' (por assim dizer) e uma banda sonora horripilante a manter os teus nervos em franja o suficiente para maximizar o choque até da mais óbvia passagem do guião ("Não, não abras essa fechadura- aargh!").

Mas é o papel do clima que realmente eleva Cold Fear acima dos restantes títulos de aniquilação de monstros no mercado. Quando entras a bordo do navio pela primeira vez, as condições são totalmente atrozes, com chuva dominante, ventos fortes e ondas com a altura de edifícios de escritórios. Tom esconde a cara da chuva horizontal, à medida que grossos pingos caem na 'objectiva' da câmara de terceira pessoa e tens de enfrentar o vento contrário para conseguires entrar no centro da tempestade.

Senta-te, estás a abanar o barco!

O navio balança constantemente para a frente e para trás, dando a fantástica sensação do movimento marítimo (é melhor teres um saco para vomitares à mão), o que também afecta a tua pontaria. Agarrar um corrimão que esteja por perto ajuda a manteres o equilíbrio, mas não vais conseguir fugir dos assaltantes salgados que apareçam no teu caminho.

O corrimão também pode salvar-te de uma viagem sem regresso ao fundo do mar, com ondas aterradoras a embaterem contra o convés e a arrastarem tudo o que não esteja bem seguro à sua passagem. O navio oscilante e os ventos fortes também oferecem obstáculos mortíferos, tais como botes de salvamento e outros objectos que se movimentam ao sabor das águas e da tempestade e que podem lançar qualquer transeunte desprevenido ao mar.

Permissão para entrar a bordo

Em linha com o estatuto de "acção" do jogo, os quebra-cabeças são simples para manter a movimentação; as munições são apresentadas em abundância (pelo menos, até agora) para que os tiroteios sejam sangrentos e gratificantes. Embora este título não seja tão aterrador como, digamos, o Project Zero ou o Forbidden Siren, não falta a sensação palpável de tensão e medo. Lava tudo com uma dose de gráficos detalhados, um método de controlo intuitivo e efeitos climatéricos sem igual e Cold Fear é, definitivamente, um jogo merecedor de uma viagem por mar.


fonte: http://pt.playstation.com/printerFriendly.jhtml?storyId=106442_pt_PT_PREV
Galeria (divulgação):
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