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Killzone

O jogo para o qual foi inventado o termo frenesim está cada vez mais perto do lançamento - mas, como é realmente o jogo por trás dos fabulosos gráficos e das estupendas animações?

Seria de pensar que, por esta altura, o género de First Person Shooter (FPS - Atirador de Primeira Pessoa) já estaria completamente esgotado. Sejamos sinceros: na sua essência, todos consistem em disparar uma grande variedade de armas contra um inimigo, visto a partir da perspectiva de primeira pessoa (ou seja, através dos olhos do herói). Uma proposição muito pouco complexa, se comparada com uma simulação de gestão desportiva ou um jogo de interpretação de papéis, não achas? Mas, mesmo assim, o FPS continua a aparecer.

Timesplitters, XIII, Medal of Honor, Ghost Recon e Judge Dredd são excelentes exemplos de jogos FPS populares e, na minha opinião, a razão pela qual são tão bem recebidos não se deve às suas semelhanças na jogabilidade de bang-bang - é porque acreditas neles. O cenário, a história e a IA estão tão bem feitos, que te esqueces que estás a agitar dois manípulos Analógicos; tu estás na acção, a esconderes-te por trás de uma caixa virtual e a acertar nos inimigos com os dois canos cerrados. É esta sensação que o Killzone tem aos montes.

Dia da Invasão

O emocionante enredo de ficção científica de Killzone gira em torno dos colonizadores, outrora humanos, de um planeta envenenado, que regressam para ajustar contas (violentamente) com os seus vizinhos humanos de Vekta. Mas estes mutantes não se parecem com as criaturas a desfazerem-se de Mad Max - são tecnologicamente avançados, ultra-implacáveis, um exército fascista - os Helghast. E querem os nossos mundos.

Todas as histórias clássicas do Bem contra o Mal - pensem no Star Wars, Terminator, etc. - precisam de ter excelentes vilões e não os conseguimos encontrar mais ameaçadores que os Helghast. Peles pastosas, carecas e entroncados, com brilhantes olhos cor-de-laranja e armadura corporal, parecem um cruzamento entre o Borg e Warhammer 40,000 Space Marines. Estes fulanos não brincam e, desde o filme de abertura, percebes porque razão a sua força de invasão tem de ser repelida.

Contra a força do mal estão as forças humanas da ISA e, na linha da frente, estão os nossos quatro heróis, que poderás encontrar nas tuas aventuras.

Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse

Para cada "bom" vilão, precisas de um herói igualmente impressionante para apoiares. No Killzone, tens homens destes. Inicialmente, a única personagem jogável é o Templar, um duro veterano da infantaria ISA; habilidoso com a sua Espingarda de Assalto e capaz de ultrapassar grandes obstáculos para enfrentar o inimigo. Desde a sua retirada das trincheiras de defesa contra a Helghast, Templar encontra-se, rapidamente, numa situação desesperada no Vekta ocupado pelo inimigo. Pelo caminho, encontra a segunda personagem jogável, Luger, uma Shadow Marshal (não me chamem "Assassina"!) com uma tendência nata para a acção sub-reptícia, ataques de faca e tiros na cabeça.

Depois disto, os dois outros defensores da ISA chegam rapidamente; o explosivo armado com uma mini-metralhadora Sgt. Rico Velasquez (pensem numa versão (mais) masculina de Vasquez de Aliens) e Hakha, um espião meio-Helghast (para o nosso lado), que gosta das suas armas de vilão. Depois de apresentados, podes mudar entre as personagens no início de cada 'capítulo' da história, dependendo do estilo com que pretendas jogar (sub-reptício, normal ou trapalhão e brutal) e as armas com as quais te sentes mais confortável.

Armas de Destruição em Massa

Por falar em armas, o arsenal de Killzone faria o George 'Dubya' tremer e a Smith & Wesson ficar verde de inveja. Tens mesmo de experimentar os instrumentos de destruição de Killzone para conseguires apreciá-los, porque, além dos fabulosos desenhos e animações, o som é o que lhe dá uma vida totalmente aterradora.

Um desenho para a vida

Mas não são apenas as personagens, os inimigos e as armas que estão magnificamente realizadas; as sociedades de Vekta e Helghan recebem um sopro de vida, graças ao fantástico trabalho da equipa de desenho da Guerrilla. Em primeiro lugar, o equipamento militar (TPAs, motas a jacto, barcos, etc.) é tão espectacular que, se não tivermos modelos reais do Killzone nas lojas nos próximos 12 meses, como o meu DualShock.

Mas não é só: os edifícios, a publicidade e até o lixo dão a sensação que, realmente, existiram pessoas que viveram, trabalharam e descontraíram neste lugar, antes da invasão. Ao jogar com o Killzone, tudo - as pessoas, o cenário, a acção - parece encaixar-se tão bem, que parece que nada é novidade. Tenta imaginar uma era antes do Darth Vader, Han Solo e TIE Fighters... não consegues. A sensação é a mesma, quando finalmente consegues completar o Killzone.

O fim é só o princípio

Mas a epicidade de um único jogador é apenas a ponta dos


fonte: http://pt.playstation.com/printerFriendly.jhtml?storyId=106239_pt_PT_PREV
Galeria (divulgação):
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