Traduzir com êxito a fórmula a duas dimensões de Worms para 3D seria sempre um feito extremamente difícil à primeira tentativa. Não obstante, a Team 17 fez uma tentativa bastante boa, mas as arestas por limar eram muitas e óbvias: controlos implacáveis, um sistema de pontaria quase arbitrário e escusadas opções de configuração de desafios eram apenas algumas das questões que brindavam os jogadores menos persistentes.
Com Worms Forts: Under Siege, a Team 17 pretende confirmar a máxima de "sorte pela terceira vez" com uma combinação de inovadoras adições e sacrifícios inteligentes, que, em última instância, resultam numa experiência de jogo muito mais acessível e equilibrada.
Destruição construtiva
Tal como já deves ter conhecimento, Worms Forts transporta os anelídeos antagónicos para uma era passada, libertando os seus poderes destrutivos em quatro eras distintas: Egipto Antigo, Grécia Antiga, Japão Feudal e a Inglaterra do Rei Artur (ou seja, no sentido fictício em vez da crua e "verdadeira" recente interpretação apresentada por Clive Owen e companhia).
A começar com uma estrutura de base bastante reforçada, podes imediatamente começar a assegurar o ambiente que te rodeia com a construção de edifícios adicionais. Dar mais protecção à tua base é essencial para evitar os explosivos ataques dos inimigos, tal como é essencial a aniquilação total deste edifício-chave, que forma a segunda rota para a tua vitória/derrota.
Inicialmente, só tens acesso a pequenas torres, mas à medida que começas a levantar edifícios em locais importantes (indicados por estrelas no mapa do nível), ganhas gradualmente a capacidade de construíres castelos e cidadelas, além de locais mais úteis como hospitais, fábricas de armas e laboratórios científicos. Além de constituir um obstáculos cada vez maior entre a tua fortaleza e os teus inimigos, o tamanho das estruturas defensivas também influencia as armas que podes utilizar para combateres os teus Worms rivais.
Bispo toma castelo
Estás a ver, o que conta é o tamanho dos telhados; quanto maior for a plataforma, maior e mais destrutiva será a artilharia que podes ter no teu arsenal. No nível mais baixo, disparas contra os bispos com morteiros (completos com "Bíblias explosivas") e podes enviar canárias obesos e rinocerontes em fúria ao ataque no território do inimigo. No entanto, à medida que os teus edifícios crescem de tamanho, tem muito mais à tua disposição - de pássaros que largam napalm e lançadores de alces a exércitos de macacos e desastres naturais provocados pelo próprio Deus Worm - para te vingares dos teus inimigos. E, além de toda esta excentricidade, ainda tens a selecção tradicional de granadas, lança-foguetes e munições para as escaramuças Worm contra Worm mais íntimas.
A beleza desta escala de armamento está na forma como eficazmente equilibra o jogo. Em vez de teres imediatamente a capacidade de dizimares as bases do inimigo, tens de lentamente (mas não em demasia) construir um enclave forte para poderes acederes ao verdadeiro material de destruição em massa. É um grito distante do Worms 3D, em que esquadrões inteiros podiam ser eliminados com alguns rebentamentos à primeira tentativa.
E esses "sacrifícios inteligentes"? Bem, já não podes danificar os níveis propriamente ditos, o que evita vitórias fáceis a fugirem mesmo debaixo dos Worms mais distraídos (é uma força de expressão...). Outra perda importante é a geração de níveis aleatória, que deu à Team 17 licença para criar níveis com um desenho magnífico (a excepção actual é um impressionante dragão azul) para um máximo de entretenimento estratégico.
Em construção
Com alguns meses até ao lançamento de Worms Forts, a situação parece, de facto, muito positiva. A Team 17 está definitivamente assente no Eixo Z - embora ainda tenhamos alguns problemas com os (melhorados) saltos - mas ainda há tempo para resolver esses pequenos problemas antes do lançamento. Podem contar com muitas mais novidades acerca desta emocionante sequela quando surgir triunfantemente em toda a sua glória.