Nada se compara ao suspense de elevado ritmo cardíaco de uma boa dose de acção sub-reptícia. Quer seja um jogo inocente das escondidas ou tentar despistar um maníaco com um machado em punho, à medida que o teu perseguidor se aproxima começas a ouvir o sangue a latejar nas têmporas e até a tua respiração se torna muito barulhenta.
Razão pela qual os livros, filmes e jogos adoram recriar os momentos em que o herói se esconde o melhor possível e suspira "Por favor, não me encontres, por favor, não me encontres". Ou, se o nosso herói for duro demais para dizer estas coisas - tal como Sam Fisher do Splinter Cell - deixa que sejas tu a enunciar estas preces sussurradas.
Existem muitos momentos como este em Splinter Cell: Pandora Tomorrow (SCPT), a sequela do grande sucesso de acção sub-reptícia da Ubisoft. Assim, baloiças em extremidades por cima de guardas armados até aos dentes, espreitas por uma conduta de ar para uma sala repleta de feixes de sensores a laser e agachas-te nas sombras de um canto enquanto um guarda de patrulha passa tão perto que quase sentes o cheiro do seu aftershave. Bem-vindo ao mundo de acção de "coração a sair pela boca" de Pandora Tomorrow.
Os fulanos de chapéu preto são os vilões
Tal como no jogo anterior, trata-se de um jogo sub-reptício, a partir da perspectiva de terceira pessoa da era moderna. Jogas na pele de Sam Fisher, um agente dos E.U.A. ao serviço de uma organização anti-terroristas ultra, ultra, ULTRA secreta. Para mim, os enredos de Tom Clancy pretendem ser muito mais complicados e inteligentes do que são na realidade e SCPT não é excepção. Para o propósito do jogo, tudo o que precisas de saber é que os maus estão a tentar pôr em perigo as relações entre os E.U.A. e a Arábia Saudita, e a tua missão é impedi-los.
Os gráficos foram consideravelmente actualizados desde que o Sam colocou pela primeira vez os seus óculos de visão nocturna e nos maravilhou com o seu brilho, ou melhor, a falta dele. Estás a ver, é muito difícil fazer uma boa "escuridão" num jogo e muitos títulos acabam com sombras em soalhos cinzentos e personagens perfeitamente visíveis a vaguearem pelos ambientes. No SCPT, a escuridão é um refúgio em que tu (Sam) mergulhas como se fosse uma piscina de águas límpidas e cristalinas - e, depois, esperas.
Utilizando a sua visão nocturna (visão "iluminada" a preto e branco) e termográfica (mostra o calor do corpo e qualquer actividade eléctrica), podes localizar os guardas e evitar, incapacitar ou eliminá-los, dependendo dos parâmetros da missão. As tuas habilidades atléticas permitem que trepes, pendures, saltes ou deslizes por cordas até encontrares a saída (ou entrada) dos problemas. Se agires com calma e demorares todo o tempo do mundo, não deves ter muitos problemas em identificar o que é necessário para cada situação.
Na estrada da Ubisoft
Quando brincava às escondidas quando era miúdo, ou paintball quando já era mais velho ou até com uma personagem sub-reptícia no SOCOM II, o que vale a pena é saber que és mais inteligente que outra pessoa. A tua habilidade de permaneceres quieto e em silêncio, junto à tua escolha de um esconderijo e rota vence um adversário alerta e inteligente. Muito frequentemente, o SCPT sente a falta deste factor, uma vez que é tudo um pouco pré-determinado.
A qualidade que não se pode esconder
Felizmente, a Ubisoft sabe o que está a fazer e os objectivos da missão, embora restritos, continuam a ser muito emocionantes e extremamente tensos. SCPT tem a melhor utilização da luz (e ausência dela) que já vimos na PS2. Junta brilhantes modelos das personagens, animações e outros floreados gráficos, mais os talentos vocais de Michael 'Total Recall' Ironside e Dennis '24' Haysbert e sabes que tens um jogo de qualidade entre mãos. A qualidade que transparece é ainda mais brilhante quando te apercebes do fabuloso modo em rede que está incluído, que, como é óbvio, fornece uma selecção de adversários inteligentes para ultrapassares.
Consulta a Antevisão do modo em rede de Pandora Tomorrow nos Artigos Relacionados, em seguida.