Publicidade:

Transformers

Depois da colisão na Terra há um milhão de anos atrás, os Autobots e os Decepticons emergem finalmente dos destroços e avançam para a PS2 para continuar a eterna luta pelo poder.

Antes de entrar em pormenores, deixem que esclareçamos uma coisa: o Transformers é um jogo muito, muito melhor do que tem o direito de ser. Muito melhor. É suposto que os jogos de linhas de brinquedos sejam vazios e pouco interessantes; os produtos são rapidamente enviados para a linha de montagem para se fazer dinheiro rapidamente à custa de miúdos ansiosos por jogarem com os seus heróis.

Obviamente, essa mensagem não chegou à Austrália, terra natal da casa de programação de longa data da Melbourne House, ou pelo menos, não a avaliar pela brilhante tentativa de trazer os robots mutantes para a PS2.

Mais do que à primeira vista

Da primeira vez que pões os olhos nos Transformers em acção, és levado a pensar que a PS2 também sofreu uma espécie de metamorfose. Um olhar sobre os vastos e ricamente detalhados ambientes, os modelos magníficos dos Autobots e Decepticlones e a fantástica velocidade dos fotogramas e começas a pensar se os Mini-Cons entraram em tua casa e mudaram os mecanismos da máquina na calada da noite.

Peguem no nível Amazon, a primeira "zona de largada" dos Transformers e, possivelmente, a melhor recriação de um ambiente de floresta alguma vez visto num jogo. Milhões de lâminas de erva individuais, milhares e milhares de luxuosas árvores de todas as espécies, uma miríade de ramos e arbustos, encostas e vales até onde a vista alcança, gigantes templos de pedra arruinados, magníficas quedas de água... inegavelmente brilhante e incrivelmente realista.

E quando pensavas que não podia ficar melhor, descobres que o nível está ocupado por centenas de robots, que iluminam o local com rebentamentos de laser e imensas explosões. Os robots podem transformar-se num carro (ou num jacto, ou num helicóptero ou, num curioso encontro, numa nave de combate) em poucos segundos. Muito fixe.

É, sem dúvida, uma maravilha técnica, que se torna ainda mais impressionante pelo facto de estar casada com um muito agradável e muito bem pensado jogo.

Entretenimento disfarçado

No seu núcleo, Transformers é uma mistura tradicional de combate e exploração. Nas porcas e parafusos de Optimus Prime, Red Alert ou Hot Shot, cada um com as suas forças e fraquezas, podes atravessar os vários incríveis locais do mundo real, caçar os preciosos Data-Cons (materiais de bónus) e Mini-Cons e reduzir quaisquer Decepticlones ou Decepticons, que se cruzem no teu caminho, a montes de lata.

Além da fabulosa alegria que deriva da exploração dos magníficos locais e trepar para pontos mais altos para apreciares a escala total desta maravilha, há muito a dizer acerca da forma como o Transformers mantém fresco o que poderia ser um enfadonho exercício repetitivo. O segredo, tal como dizem raramente, está nos Mini-Cons.

Cada um destes pequenos dróides oferece ao teu Autobot escolhido uma habilidade única, de armaduras melhoradas e potência, à possibilidade de planares e ficares invisível. Apenas um destes quatro tipos podem ser equipados de cada vez (um para cada botão) e cada um conta com uma velocidade de disparo entre um e quatro. Os nossos heróis metálicos só conseguem disparar um nível de "descarga" de oito antes de entrarem em sobrecarga - é um inteligente mecanismo de restrição que dá ao jogo um simpático toque de táctica.

Controlar os próprios Autobots é muito bom; têm um peso adequado, algo volumosos, tal como seria de esperar de um robot de 40 toneladas e a transição entre a forma veicular e humanóide (activada por uma pressão no botão Triângulo) é tremendamente gratificante. Por vezes, não são tão flexíveis como gostarias - não esperes acrobacias ao estilo de Devil May Cry - mas movimentam-se tal como seria de esperar de um Transformer.

Os Autobots, os Decepticons e o vilão

Apesar do imponente amor pelos Transformers, continuam a existir pequenos nadas de que nos queixamos. Em primeiro lugar, a total ausência de mapas; mesmo apesar de, na maior parte das vezes, conseguires ver a totalidade dos níveis apresentados, é irritante saber que não existem mapas disponíveis para uma consulta rápida. Esta pequena irritação deve-se à natureza genérica dos níveis; são magníficos para os olhos, mas em algumas áreas - particularmente a Antárctida - não são muito descritivos, pelo que é muito fácil perderes a orientação. E será mesmo necessário ter um nível 'Deep Amazon' depois de apenas dois níveis de Amazon? Por fim, é uma pena que os Decepticons só apareçam como bosses de fim de nível; embora os encontros com Starscream, Cyclonus e Tidal Wave sejam emocionantes (particularmente com o Tidal Wave - como vais poder ver), são muito distantes uns dos outros.


fonte: http://pt.playstation.com/printerFriendly.jhtml?storyId=105542_pt_PT_PREV
Galeria (divulgação):
Transformers
Transformers
Transformers
Transformers
Transformers
Transformers
Transformers
Transformers
Transformers
Transformers
Publicidade: