Tom Clancy adquiriu notoriedade expondo o lado negro da política - e, graças à Ubisoft, existe agora um exército de jogadores pronto a lutar e a disparar na batalha necessária para a paz mundial. Rainbow Six 3 continua a tendência, prevendo um futuro em que só a Venezuela está disposta a abastecer os E.U.A. de petróleo. Protege a Venezuela contra os terroristas e trabalha com a equipa Rainbow - composta por quatro durões liderados por ti, Ding Chavez.
Assim que ultrapassares o trauma de controlar um homem chamado Ding Chavez, o Rainbow Six 3 é só diversão. Agindo na primeira pessoa, o jogador reage como parte de uma equipa dispondo de muitas formas de dizer aos três parceiros o que fazer, com a sua própria voz (utilizando um microauscultador USB) ou através de alguns simples menus.
A filosofia desta equipa é essencial para ter êxito no jogo pois, como estás por tua conta e risco, és altamente vulnerável a qualquer ataque terrorista. É melhor enviares um dos teus companheiros controlados pela UCP para uma sala cheia de perigos e deixares que sejam eles a apanhar - é o que dá ser o chefe. Contudo, tudo fica mais interessante quando estás a coordenar os teus próprios movimentos com os da tua equipa. Podes fazer com que os teus companheiros de equipa executem os seus deveres quando é transmitido o código 'zulu', que significa que entrarão em acção quando for premido o botão R2 (ou após o comando dado pela tua voz ríspida e ao melhor estilo de Clint Eastwood). Assim, se existirem duas entradas para uma sala, podes entrar arrombando as duas ao mesmo tempo, confundindo os inimigos e ficando com mais hipóteses de salvar alguns reféns que possam estar detidos. Estas sequências são verdadeiramente entusiasmantes e fazem com que te sintas mesmo duro - tornando o jogo num estrondoso sucesso.
Posto isto, controlar o trabalho em equipa não é tão simples quanto parece. Visto que os parceiros de equipa tendem a manter-se unidos, por vezes acaba por parecer que existe "tu" e "eles" em vez de "nós". Talvez esteja a exagerar. De qualquer modo, poderá ser melhor ter um deles sempre a proteger as tuas costas e os outros dois a actuar como um par para que te sintas mais integrado na equipa.
Uma outra questão relacionada com a equipa é o facto de os teus parceiros serem menos susceptíveis a disparar do que tu, o que significa que a melhor maneira de enfrentar uma situação é ficares escondido enquanto eles vão à frente. É de facto um comportamento pouco heróico! Quanto mais jogares menos problemas terás, uma vez que começas a perceber o modo de interagir com a tua equipa de forma mais eficaz. Porém, ainda há lugar para uma melhoria no Rainbow Six 4...
No geral, o Rainbow Six 3 é um excelente divertimento harmonioso e, embora possa ser acusado de ser repetitivo , consegue manter o ritmo de forma admirável. O componente em rede também parece ser muito robusto, com alguns modos atraentes e mapas. Há um especialmente divertido denominado "Sandstorm" (Tempestade de areia), com uma visibilidade terrível e muitos objectos para aproveitar como esconderijo - observar um adversário a sair da escuridão e dar-lhe um tiro deverá ser extremamente divertido.
Em suma, é outra dose de qualidade dos técnicos da Ubisoft e, se gostares de uma boa fatia de realismo, o Rainbow Six 3 é definitivamente a melhor escolha. Não hesites em ignorar os jogadores controlados pelo computador quando começarem a falar de ti. Verás que é bem melhor.