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Tom Clancy's Ghost Recon: Jungle Storm

Os Ghosts tiram mais uma vez as peças verdes do guarda-fatos e desaparecem no ar...

Agentes solitários como Solid Snake, Sam Fisher ou James Bond já tiveram os seus dias. Qual é o divertimento em entrar numa missão sozinho quando aqueles US Navy SEALs e os Ghosts de Tom Clancy já mostraram que podes fazer o trabalho com alguns companheiros a reboque? A equipa funciona...

Em Ghost Recon, tens o comando de uma equipa de seis agentes de elite que lidam com todo o tipo de batatas quentes políticas e militares que lemos nos jornais da actualidade. Desta vez, os problemas estão a sul e em duas campanhas separadas (oito missões cada), tens de acalmar a situação numa Cuba anárquica do pós-Castro antes de avançares para as florestas da Colômbia para aniquilares os terroristas responsáveis por atiçar estes problemas.

Tal como seria de esperar de um título Tom Clancy, o ênfase está no realismo. Para teres êxito nas tuas missões, tens de deliberar as tuas acções e planear os movimentos da tua equipa com cuidado. Certamente, em comparação com o SOCOM II, este é um jogo com um ritmo mais lento e com uma dose muito maior de estratégia.

Tens o comando

Não penses que um jogo com um ritmo mais lento significa que te podes dar ao luxo de brincares com os dedos (bem, até vai acontecer, porque vais utilizar um DualShock, mas percebes o que queremos dizer). Vais estar sempre ocupado, como no SOCOM: podes controlar cada uma das tuas equipas, permitindo a demolição de grandes instalações, disparar contra inimigos distantes, ou seres o atirador sempre que queiras. E os soldados que não controlares são mais do que capazes de localizarem os inimigos e eliminá-los.

Para mais profundidade na estratégia e no controlo, o teu grupo está dividido em dois sub-grupos de três elementos. Quando controlas um soldado, o seu grupo adopta imediatamente a mesma estratégia que tu - deitar-se no chão, etc... Mas onde as coisas começam a ficar interessantes é no nível de comando que tens sobre o grupo. Ao acederes a um mapa de comando (uma pressão rápida no botão L1), podes facilmente dirigir a tua equipa para uma área distante do mapa e alterar a sua estratégia - como reagem ao descobrirem inimigos, como se movimentam e a área que abrangem ao chegarem ao destino.

O sistema é bastante simples, mas dá uma grande profundidade e flexibilidade ao jogo. Numa missão, por exemplo, enviei o outro grupo para o topo de uma falésia para observar um banco de resistência inimiga e levei o meu grupo para o ponto oposto. Em seguida, eliminei alguns inimigos a partir da minha localização, o que fez com que os restantes ficassem desprotegidos e assim os meus companheiros puderam disparar à vontade. Adoro quando um plano funciona - e tu também vais gostar.

Há qualquer coisa no ar

Caso ainda não te tenhas apercebido, o Ghost Recon: Jungle Storm é muito divertido de jogar. O ritmo estudado só faz com que a acção seja mais tensa e viciante, ao avançares pelos níveis expansivos. Grande parte do jogo é gasta no planeamento cuidadoso da tua rota, a espreitar por um nevoeiro apresentado na perfeição e a apontar a inimigos através da mira da tua arma. Quando encontras um grupo, eliminar um elemento e ver os restantes a fugir para se esconderem entre a folhagem é soberbo e bastante alusivo a uma missão real.

Outra coisa que ajuda a intensificar a atmosfera é o recém ajustado Threat Indicator (indicador de ameaça), que mostra a direcção aproximada e a proximidade dos inimigos. Podes pensar que isto vai arruinar o suspense, mas está tão bem equilibrado que funciona como um guia básico e acaba por fazer aumentar a tensão - quando passa a vermelho sabes que alguém está muito perto e se mesmo assim não vires ninguém podes entrar em pânico...

Outras áreas também receberam um pouco do polimento do Indicador de Ameaça. O completo HUD e sistema de comandos conta agora com codificação de cores e é mais fácil de interpretar e há ainda um efeito de desfocagem se fores atingido, o que faz com que os tiroteios sejam ainda mais ameaçadores e tensos.

Negativo, soldado

Mas existem algumas manchas nas botas imaculadas de Jungle Storm. A animação dos inimigos é um pouco manhosa, particularmente quando um inimigo está a alguma distância, o que pode distrair-te de uma atmosfera completamente convincente, e também podes considerar que os gráficos são algo... simples. Mas talvez seja o preço a pagar por termos ambientes tão expansivos, repletos de vegetação - é difícil queixarmo-nos quando estamos de bruços, a olhar através de uma mira e a observar a folhagem a baloiçar suavemente ao vento.

Mais problemático é o facto do ecrã de selecção de soldados da pré-missão não indicar se um agente está ferido ou não, sendo demasiado fácil levar alguém para a acção que mal pode andar se não estiveres a tomar muita atenção a toda a campanha. Oh, e, por vezes, pode demorar demasiado tempo para que os teus companheiros percebam a rota através do mapa, quando emites ordens no ecrã de comandos.

Mas estas questões nem se podem chamar problemas e são de longe ultrapassadas pelo enorme envolvimento oferecido pelas duas campanhas disponíveis. Isso antes de considerares as opções em rede. Jungle Storm é um dos jogos com activação para a rede para a PS2 mais capazes até agora, com toneladas de modos variados - cooperativos e versus - disponíveis em mais de 31 mapas diferentes.

O bónus final é que a Ubisoft está a lançar o jogo a um preço de amigo, o que faz que seja um título essencial para alguém que procure uma abordagem mais intelectual ao teatro de guerra militar. Resumindo, vale a pena esfregares a tua cara com graxa.


fonte: http://pt.playstation.com/printerFriendly.jhtml?storyId=105122_pt_PT_PREV
Galeria (divulgação):
Tom Clancy's Ghost Recon: Jungle Storm
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