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Legacy of Kain: Defiance

O vampírico Kain e o fantasmagórico Raziel juntam-se na bruma do tempo para a mais dura aventura de sempre.

No campo das aventuras de acção em 3D (jogos de plataformas para ti e para mim) há a Lara Croft e, depois, há o resto. Mas pensa noutra grande licença para a PlayStation, a de Blood Omen que, em conjunto com a série de Soul Reaver, tem andado pela PS one (e, subsequentemente, na PS2) desde 1997 - apenas seis meses depois da apresentação de Tomb Raider.

O Blood Omen original (Legacy of Kain) coloca-te na pele de um terrível vampiro a devastar o mundo quase medieval de Nosgoth. A sequência - Soul Reaver - apresentou-nos o tenente de Kain, Raziel que, depois de ter sido lançado num abismo por Kain, transformou-se num ceifador de almas, sedento de vingança pelas acções do seu antigo mestre. Agora, duas sequelas mais tarde (BO2 e SR2), Kain e Raziel juntam-se num único jogo; com uma única missão (apesar de estarem separados por 500 anos) e vais gostar de saber que continuam a odiar-se de morte.

Mortos e adoram

A história segue a missão de Kain de recuperar a antiga glória do seu reino, espalhar a sua vingança e manipular Mobius (visto pela última vez em BO2). Entretanto, tal como nos eventos de encerramento de SR2, Raziel é aprisionado no reino dos espíritos e tem de fugir ao seu captor todo poderoso para resolver a encruzilhada que é o seu destino, um destino que parece estar inexoravelmente ligado à espada de Kain, a Reaver. Para ser franco, a história é um pouco estranha, mas tudo o que precisas de saber é que Kain tem os seus inimigos para enfrentar e Raziel também tem os seus e que os seus caminhos parecem estar sempre em convergência.

Em cada nível, a acção muda entre os dois protagonistas, com os níveis a ficarem progressivamente maiores e mais complexos à medida que o jogo avança. A jogabilidade será um território bastante familiar para quem já tenha jogado com o BO2 ou com qualquer jogo SR, sendo composta por quebra-cabeças de plataformas, descobertas-chave e muito combate sangrento. Kain e Raziel partilham habilidades semelhantes, mas não idênticas: os ataques de saltos, subidas e espadas são bastante inter-comutáveis e ambas as personagens podem passar por barras, mas quando começas a ficar cansado das mesmas habilidades, Defiance apresenta-te algumas novas.

Raziel mantém as suas asas, que lhe permitem pairar e Kain pode flutuar silenciosamente sobre o solo (ou seja, paira por tempo limitado). Também partilham o poder da telequinese; o Raziel pode derrubar os inimigos, mas o Kain pode lançá-lo para cima de espinhos ou de falésias como se fossem bonecas de trapos ou, simplesmente segurá-los no ar como se fosse um Darth Vader fantasmagórico. Desafio-te a não te rires ameaçadoramente quando ouvires os gritos arrepiantes da tua primeira vitima. O Raziel também é dotado de uma habilidade que é a sua imagem de marca, que consiste em passar para o mundo dos espíritos para conseguir ultrapassar obstáculos do mundo "real": Tal como antes, a mudança entre os mundos é acompanhada por uma fabulosa transformação dos ambientes. Por vezes, a transformação é bastante subtil (apenas uma mudança de cor com um esbatimento quase surreal), mas outras vezes, as mudanças são mais evidentes, com estruturas a crescerem, auxiliando ou dificultando os teus progressos no jogo.

Visões vampíricas

Os progressos são algo que vais gostar de conseguir fazer; a Crystal Dynamics fez um trabalho estupendo em dar vida a Nosgoth. Tu vais querer saborear tudo. Para trás fica o mundo de névoa de jogos anteriores, agora substituído por uma magnífica arquitectura gótica e sumptuosos ambientes ao ar livre, enquadrados por deslumbrantes cenários de montanhas distantes e colinas. O esplendor gráfico é aumentado pelo facto de que Kain e Raziel participam em aventuras (pelo menos no início) em eras diferentes - Raz está quase 500 anos atrás. Isto significa que os mesmos níveis podem ser revisitados pela outra personagem num período diferente da história. Por exemplo, quando Kain visita os Pillars of Nosgoth, é Inverno e a área acabou de ser restaurada; avança 500 anos até à chegada de Raz e estamos no Verão, a vegetação cresce ameaçadoramente e a marcha do tempo não foi suave para com os pilares e todas as estruturas circundantes. Junta o facto de que cada personagem conta com limitações diferentes - o Kain não pode tocar na água, ao passo que o Raz sabe nadar, por exemplo - e vais poder ter acesso a uma perspectiva completamente nova da área.

No entanto os grandes níveis apresentam, ocasionalmente, um ou outro problema. Voltar para trás e para a frente num nível é, muitas vezes, essencial (depois de recolheres uma chave, por exemplo), mas não existem mapas. Os inimigos voltam a nascer se saíres de uma área durante tempo suficiente, o que ajuda a aliviar o tédio de não saberes para onde ir, mas morrer só porque estás a tentar encontrar uma porta fechada é bastante irritante. O problema de te perderes é ainda intensificado pelo limitado controlo da câmara - o teu ponto de vista da perspectiva da terceira pessoa é fixo, mas podes olhar para a esquerda e para a direita. Uma câmara em 3D que te permitisse olhar em volta da tua personagem teria sido melhor para as procuras nas áreas.

Post mortem


fonte: http://pt.playstation.com/printerFriendly.jhtml?storyId=104751_pt_PT_PREV
Galeria (divulgação):
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