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Dynasty Warriors 4

O combate pessoal volta ao campo de batalha pior que nunca, mas será que vamos ter mais do mesmo?

Apesar de vender milhões no Japão, Dynasty Warriors da Koei nunca se estabeleceu bem neste lado do oceano. Talvez seja por causa das semelhanças que tem com outros títulos de estratégia da mesma editora, tais como Kessen, ou talvez seja pelo facto de ser baseado na literatura clássica chinesa e numa licença cinematográfica actual, ou... oh, não sabemos. Não esperamos que um jogo a decorrer na era de Three Kingdoms da antiga China comece a competir com jogos como GTA, mas Dynasty Warriors 3 foi tão ignorado, que nos sentimos obrigados a inclui-lo na nossa secção "Jogos que talvez tenhas perdido em 2002". Pessoal, o combate pessoal de deslocamento lateral não morreu; só tem ficado a um canto nas lojas de jogos, como se fosse um cachorrinho que ninguém quer, à espera que alguém o tire da obscuridade e lhe dê um lar. Esperamos que tenhas aprendido a lição, porque Dynasty Warriors 4 já chegou - e não está preparado para sofrer o mesmo destino que os seus antepassados.

Assim é que é!

Se estás à espera de uma mudança dramática em relação à acção repetitiva, mas muito viciante de DW3, vais ficar bastante desapontado. Tal como antes, o nuclear modo de jogo Musou dá-te a função de seleccionares um general a partir dos reinos Wei, Shu ou Wu e depois, avançares para a chacina de literalmente centenas de elementos das forças da oposição nos campos de batalha da China. Tudo isto decorre ao longo de prolongadas e dolorosas campanhas, que vão testar a tua resistência, destreza manual e, até certo ponto, a tua capacidade de pensamento estratégico. A beleza do jogo é que as guerras em que participas dão-te a possibilidade de entrares ou não no combate; as forças aliadas e da oposição vão conquistar ou falhar sem a tua ajuda, e vão ocorrer eventos mesmo na tua ausência. No fim, a tua tarefa é conseguires, sozinho, o equilíbrio do lado que escolheste, através da eliminação sistemática dos oficiais e dos generais, enquanto eliminas outros militares que tentam fazer-te o mesmo.

No entanto, o que DW4 tem a seu favor é que resolve muitas, senão todas, as deficiências dos seus antecessores, conseguindo uma experiência de combate muito mais gratificante. Por exemplo, já não precisas de te preocupar com o desaparecimento mágico de tropas e o reaparecimento em frente dos teus olhos; o motor de gráficos foi ajustado para eliminar este desleixo, embora os ambientes continuem a sofrer de um efeito de "complicação" para compensar. Dada a escala da acção e inacreditável número de participantes, deves esperar algum "nevoeiro de guerra", que não diminui a qualidade da experiência. A dócil IA do computador também foi melhorada; ocasionalmente, ainda podes ver grupos de soldados a dispararem indiscriminadamente uns contra os outros, mas, em geral, estão muito mais agressivos, em particular, os teus guarda-costas, que não têm quaisquer problemas em partir tudo se for necessário.

No lado do combate, as personagens podem agora executar ataques no ar - uma pressão rápida no botão Triângulo leva a tua personagem aos céus, provocando um pequeno tremor de terra que derruba todos os soldados que se encontrem no seu raio de alcance. Também podes atordoar os teus adversários "anunciando-te" através da utilização do botão R3 - ideal para quando estás rodeado por uma feroz multidão - e efectuar contra-ataques com uma pressão bem temporizada do botão de ataque. Infelizmente, um sistema de combate verdadeiramente multi-direccional ainda não foi implementado, o que significa que vais estar constantemente aberto a ataques de outras direcções enquanto te concentras num inimigo. Uma nova inclusão que nos agrada bastante é o combate entre oficiais - colocar o teu indicador no botão X quando fores solicitado elimina como por magia todos os restantes elementos, deixando-te pronto para um combate um a um. Mas cuidado com quem tentas desafiar, porque se defrontares um adversário demasiado forte (o poderoso Lu Bu, por exemplo!) faz com que percas o jogo imediatamente.

Morram, terríveis guerreiros

Mesmo quando não estás a combater em Musou, tens muito que fazer. O modo Edit (editar) permite a criação de um guerreiro personalizado ou um guarda-costas (o nosso chamava-se Long Dong); parece fantástico, mas é bastante limitado e nem de longe tão divertido como poderia ser. Os modos Challenge (desafio) e Versus para dois jogadores também receberam algumas novas e divertidas adições. O nosso favorito é o Demolition (demolição), em que o objectivo é destruir o maior número de objectos possível num período de tempo limitado. É a diversão louca na sua mais pura forma e adoramos.

Há tanto para fazer em Dynasty Warriors 4 que nem sabemos por onde começar; bastante surpreendente , considerando que a grande parte do tempo é gasta a trabalhar com o DualShock. Mas é o esforço e dedicação que a Koei dedicou a este título que o distingue dos restantes, desde o seu sentido de escala sem paralelo à gratificante sensação de poder, passando pela presença de elementos de estratégia e os progressos das personagens tipo RPG. Esta é uma viagem ao mundo d'Os Três Reinos digna de um romance.


fonte: http://pt.playstation.com/printerFriendly.jhtml?storyId=103856_pt_PT_PREV
Galeria (divulgação):
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