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James Bond 007: NightFire

James Bond regressa à PS2 com uma nova cara, novos engenhos e uma nova missão: salvar o mundo. Ok, não é nada assim tão novo...

Programador: Eurocom

A receita para um perfeito cocktail de James Bond é bem conhecida, seja em filmes ou em jogos. Agarra-se numa intriga épica, mundial (e de salvamento); junta-se um terrível vilão; salpicam-se com fabulosos engenhos, belas mulheres e belas armas e coloca-se um actor suave no principal papel. Depois de agitado - e não mexido - temos... neste caso, temos NightFire, o segundo jogo tudo-em-um de Bond da EA. NightFire é um excelente seguimento de Agent Under Fire do ano passado e, na nossa opinião, jogar com ele durante a quadra natalícia vai ser muito mais divertido que ver mais um filme com o Bond Roger Moore pela enésima vez.

Um cocktail para o Mr. Bond

NightFire é um novo território para Bond, mas as suas influências são óbvias: GoldenEye, Moonraker, Só Se Vive Duas Vezes e Morre Outro Dia ecoam no jogo. Podemos contar com satélites mortais, missões no espaço, adversários ninja letais e um milionário amigo do ambiente, mas absolutamente terrível; tudo muito familiar e adequado. A jogabilidade caracteriza-se pela mesma combinação de atirador na perspectiva de primeira pessoa e condução de Agent Under Fire, mas os novos níveis de voo, missões subaquáticas e no espaço aumentam a longevidade do jogo e asseguram o teu interesse em jogar.

Podemos também contar com muitos engenhos e armas em NightFire, uns novos e outros já conhecidos. Na colecção de engenhos, os novos brinquedos incluem o Stunner (um porta-chaves com um carga eléctrica incapacitante), o Q-Worm (um cartão de crédito que encerra um vírus informático) e a Phoenix Ronin (uma metralhadora de funcionamento remoto - muito útil nas partidas para vários jogadores!). O teu novo carro é um Aston Martin Vanquish, que também funciona debaixo de água e, como é óbvio, apresenta as últimas funcionalidades de segurança, incluindo lança-foguetes e metralhadoras. O foguete Q-Jet foi retirado do serviço activo, embora o Quartel Q tenha compensado a sua ausência com a inclusão de novo armamento que inclui um arco e uma flecha, uma metralhadora com infra-vermelhos e um raio laser experimental. Resumindo, tens muitas opções no que respeita a espalhar a confusão em grande escala.

Um jogo Bond não estaria completo sem belas mulheres. NightFire conta com Zoe Nightshade (que estreou em Agent Under Fire), a "bela e mortal" Makiko Hayashi, a "bela, mas australiana" Alura McCall e a "bela, mas chata" Dominique Paradis. Todas são apresentadas na perfeição, tal como qualquer estrela de Hollywood - o que é bom, se gostares desse tipo de coisas. Também foi dedicado um grande esforço ao visual suave de Bond, com os traços de Pierce Brosnan a serem utilizados para a construção do modelo da personagem. Estranhamente, a voz de Bond foi feita por alguém que não se parece nada com Brosnan, pelo que vais jogar com um tipo de híbrido Bond-Brosnan. E também vais vê-lo bastantes vezes, uma vez que, ocasionalmente, a tua visão muda para a perspectiva de terceira pessoa quando Bond faz algo de verdadeiramente impressionante, como deslizar num corredor de morte ou deslizar num cabo de alta tensão; é um toque simpático que poderia ter sido utilizado mais vezes.

Com licença para matar

Com todos estes elementos, o resultado é uma aventura Bond do melhor calibre, que se parece com um bom filme e que conta com uma grande variedade de acção e um ritmo imparável. Num nível podes esgueirar-te nas instalações de uma estação nuclear, para passares rapidamente a combates com a segurança de um escritório noutro nível, antes de entrares na tua grande máquina sobre rodas para acabares o episódio. Ao contrário de alguns filmes Bond, a intriga tem pés e cabeça, mesmo que se trate da habitual loucura de salvar o mundo. Temos de admitir que o jogo não vai demorar muito tempo a concluir, mas se quiseres continuar o desafio, existem vários extras para vários jogadores, engenhos actualizáveis e outros extras que podem ser desbloqueados sem jogares novamente em níveis de jogo mais difíceis.

As aventuras de Bond não se encerram no modo para um único jogador: se tu e os teus amigos quiserem recriar batalhas passadas de Bond (e algumas que nem sequer aconteceram) podem experimentar o modo para vários jogadores. Inclui mais de 10 modos diferentes, desde o habitual combate até ao último resistente até modos mais habituais como Assassination (assassínio). Embora não seja nenhum TimeSplitters 2, a abordagem Bond deste Natal é suficientemente interessante para te manter a jogar mesmo depois de esgotares todas as possibilidades do modo para um único jogador.

James Bond vai voltar...

Embora NightFire não tire o sono aos pesos pesados das experiências para um único jogador como Medal of Honor e TimeSplitters, trata-se de um bom jogo por mérito próprio com a ajuda de elementos de condução e de acção na perspectiva de terceira pessoa. Na verdade, quando a EA voltar com o terceiro jogo da série Bond para a PS2 - no próximo ano, assim o esperamos - poderemos contar com uma experiência ainda mais refinada e aí Bond poderá ser a razão de algumas preocupações dos referidos jogos. Até lá, se procuras um jogo com James Bond que seja mais que Goldfinger do que Casino Royale, NightFire é uma missão a aceitar.


fonte: http://pt.playstation.com/printerFriendly.jhtml?storyId=102968_pt_PT_PREV
Galeria (divulgação):
James Bond 007: NightFire
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