Programador: Level 5
Combinar géneros de jogo e esperar que resultem num jogo coerente é tão simples como pregar dois pedaços de madeira e esperar que resultem num fabuloso conjunto de prateleiras. É coisa que não acontece com muita frequência. E enquanto que as experiências com carpintaria não são muito dispendiosas, os editores de jogos não aceitam frequentemente o risco da combinação de géneros. Por isso, quando aparece um jogo como Dark Cloud há-que tirar-lhe o chapéu.
Por um lado, Dark Cloud é um jogo de personagens ou RPG; por outro lado, é um jogo de estratégia e se pudesse haver uma terceira opção, também poderia ser classificado com um jogo de acção . Existem elementos destes três géneros em Dark Cloud, o que torna difícil antecipar um resultado, mas que transformam esta edição num fantástico jogo.
Se observarmos a intriga de Dark Cloud, poderemos descrevê-lo facilmente com um conto de fadas: um terrível génio (Dark Genie) foi libertado e está a destruir a aldeia natal de Toan, a personagem principal do jogo. Felizmente para Toan, a aldeia é salva pelo misterioso Rei das Fadas (Fairy King), que a protege numa série de esferas mágicas de nome 'atla'. Qualquer jogador que já tenha jogado um RPG adivinhará facilmente que Toan tem de recriar a aldeia e todos os aldeões e que essa tarefa envolve uma aventura de proporções épicas.
Mas, para além de passar por cavernas e reconstruir um mundo destruído, Dark Cloud tem mais para oferecer: conta com uma grande profundidade, seis personagens jogáveis, que vais ter de utilizar no decorrer da aventura e muitos ajustes para as tuas armas. Para qualquer jogador que goste de avanços graduais, típicos em jogos da série Final Fantasy, este é o jogo ideal.
Com fabulosos gráficos, mais de 40 horas de jogo e uma mistura de RPG e elementos de estratégia, Dark Cloud é de certo um dos títulos mais originais a chegar à PS2. Se procuras um jogo que te ajude a sobreviver às noites de Inverno, esta é a escolha ideal.