O velho e bom gênero da espionagem, com seus espiões lentos, sombrios e letais, pode sofrer uma mudança radical. Isso porque o time da Edge of Reality pretende mudar o estilo dos espiões, tornando-os mais rápidos, espertos e aumentando a brutalidade!
O jogo que fará isso acontecer é Cipher Complex, que é o primeiro jogo original da Edge of Reality (uma vez que eles são responsáveis por adaptações de animações para games até agora, como Shark Tale e Over The Edge). Chipher Complex é uma idéia que a empresa esteve garimpando há anos. O time de produção chama o estilo do jogo de “infiltração agressiva”. E sim, será exatamente como soa! Ao invés de espreitar por um canto escuro, esperando o guarda passar, os jogadores irão empurrar os obstáculos (vivos ou o que vier pelo caminho) para alcançar seus objetivos. Os jogadores evitarão ser detectados pela velocidade e execuções relâmpago de seus adversários – que não será feita pelas sombras ou evitando confrontos.
Esse é o primeiro foco que os desenvolvedores querem que saia certo. O segundo tem menos a ver com ação e tudo relacionado a como os jogadores se encaixarão no universo de jogo. Especificamente, o jogo precisa de uma história intrigante e um forte elenco de personagens. Para conseguir isso, a Edge of Reality buscou Mark Bristol, um artista de storyboard e diretor de filmes que já trabalhou em diversos projetos hollywoodianos como “As Crônicas de Narnia”. “Equilibrium” e “Amnésia”. Com laços ao mundo real, o enredo de Cipher Complex irá examinar a guerra como um dos negócios mais lucrativos que o mundo já viu.
No centro de tudo isso, está o protagonista Jonh Sullivan, do qual Bristol se aproximou como se estivesse escrevendo qualquer outro personagem de um filme. Sendo um órfão nômade que ingressa ao exército, Sullivam faz seu primeiro serviço engajado em um trabalho de reconhecimento no Iraque, durante a Guerra do Golfo. Sua reputação como “o cara mal” logo lhe deu um lugar numa agência recém formada para parar a exterminação de armas nucleares. Cipher foi de soldado do dia-a-dia para um caçador nuclear. No início do game, os jogadores encontrarão Cipher no encalço de uma milícia Russa no Norte do Iraque, pouco antes dos Estados Unidos terem a invadido em 2003.
Logo quando seu time se preparava para interceptar, um negociante de armas conhecido como Anakov trai Cipher colocando uma bala por trás de sua cabeça. Cipher cai em um coma e acorda num hospital anos depois, revivido através de uma tecnologia experimental em seu sistema de adrenalina. O governo dos Estados Unidos precisava do seu homem-nuclear acordado e pronto para agir. E a mesma ogiva que ele estava perseguindo anos antes fora parar numa pequena ilha na costa da Sibéria.
Como o líder de uma nova equipe, Cipher parte para a ilha para fazer o que ele faz de melhor. À medida que se aproximam da ilha, mísseis são lançados da base, forçando a equipe a abandonar seus F-117 Stealth Fighter e chegando a terra firme com seus pods de pouso. Cipher é o único que chega ao chão inteiro. Ele comunica via rádio seus superiores, que tentam responder, mas ele nada ouve. A única pessoa que o dá cobertura é um oficial da inteligência que o abastece com conselhos através de um comunicador. E é a partir desse ponto que o jogador assume controle.
Como já foi mencionada, uma forma inovadora de aproximação para manter-se à surdina é o ponto-chave de Chipher Complex. Isso é feito através de vários componentes, sendo o maior de todos, a velocidade na qual os jogadores despacham seus oponentes e seguem no jogo. Lembra-se da cena em que Noturno, em X-men 2, limpa uma sala repleta de agentes do Serviço Secreto num piscar de olhos? É por aí!
Quando Cipher revela-se, ele “ondula” entre uma multidão de inimigos, cortando-os com a eficiência de um cirurgião e a visibilidade de um fantasma! Até o momento onde o primeiro cara perceber que sua garanta foi cortada, os outros cinco próximos a ele compartilham de um destino semelhante. Esse tipo de coisa acontece a todo o momento em Cipher Complex. Mas, o que isso quer dizer aos jogadores e como funciona essa dinâmica? As respostas para essas perguntas originam da idéia de usar adrenalina. É a fonte crucial no jogo e para as habilidades únicas de Cipher.
Cada jogador inicia com uma quantidade neutra de adrenalina, representada por uma barra no lado esquerdo da tela. A quantidade decresce abaixo do normal todas as vezes que o jogador decidir usar uma habilidade especial, como a manobra de velocidade. A barra volta ao normal com o tempo, mas os jogadores também podem usar seringas de adrenalina ou executa pessoas. Depois fica ainda melhor. É possível derrubar uma dúzia de oponentes antes mesmo do primeiro chegar ao chão. Além disso, há toda uma estratégia envolvida. Por mais letal que Cipher seja, ele não é o Super-Homem. Se ele receber alguns tiros, fim de jogo, forçando os jogadores a utilizar sua adrenalina sabiamente.
Se Cipher utilizar toda a sua adrenalina matando uma sala cheia de oponentes, ele não terá esquiva suficiente para disparos que posam vir de um par de guardas além do alcance de sua faca, ou pior, em algum telhado. O mesmo serve para movimento. Se Cipher utilizar adrenalina para correr por uma rede de corredores sem que ninguém o perceba, ele não terá o suficiente para enfrentar perigos que possam estar a espreita. E aí é que entra a estratégia. Jogadores mais espertos irão poupar a adrenalina para que sempre tenham o suficiente. Não que ficar sem seja uma sentença de morte. Os jogadores poderão utilizar armas de distância que obterão de guardas mortos. Há pistolas, metralhadoras e escopetas, assim como explosivos, e outras que ainda não foram reveladas.
Tocando no assunto, a complexibilidade da mecânica de combate difere da maioria dos games de ação. Os jogadores causarão tanta dor usando a lâmina de confiança de Cipher como com armas padrões. Ataques variam dependendo da velocidade, distância e contexto. Tudo depende de como um jogador se aproxima do alvo. Isso faz o combate, não importa se individualmente ou em grupo, realmente fluido. E sim você se sentirá o cara mau!
Cipher tem um alcance da luz e pancadas poderosas, assim como bloqueio e esquiva a sua disposição. Assim, mesmo na falta de adrenalina, ou balas, os jogadores ainda poderão levar seus inimigos ao chão com socos, cotoveladas e pontapés. Se ainda tiver uma pequena quantidade de adrenalina, você poderá fazer o tempo andar mais devagar e poderá desferir dezenas de golpes em segundos, par que eles sintam a dor.
Um dos aspectos mais legais do jogo tem a ver com o comportamento inimigo. É inteiramente dinâmico de acordo com os desenvolvedores. Basicamente, eles fazem ações de personagens, como ligar uma luz, pois eles acham que pode ser uma boa idéia, não porque estão programados para isso. Ao invés de patrulhar uma área, eles investigam mesmo!
Há também uma barra de percepção. Isso elimina a necessidade de uma barra de luz, como a que existe em Splinter Cell. Essa barra diz ao jogador o quão perceptível ele está para alguém por perto. Não soa tão diferente da barra de luz, mas em prática, tem uma experiência diferente. É possível ficar atrás de um grupo de pessoas com lanternas acessas e ter a barra de percepção em zero.
E sim, por mais que seja diferente de outros games de espionagem como Metal Gear e Splinter Cell, haverá os clichês básicos, como andar pelo interior e exterior dos lugares espremendo-se em muros e observando as esquinas com cautela, mas apenas se como pretexto para causar uma catástrofe na vida de seus adversários.
Edge of Reality gosta de chamar Cipher Complex de “um jogo dos jogadores”, graças a facilidade de ser furtivo chutando todos pelo caminho. O jogo não tem uma distribuidora ainda e já está agendado para 2008, mas realmente é um desses que tem que estar na lista de espera de qualquer gamer!
Plataforma: Playstation 3
Previsão de Lançamento: 2008
Produtora: Edge of Reality
Distribuidora: Não revelada ainda.
Gênero: Ação em terceira pessoa
Expectativa: Um dos maisesperados.
Redator: Jeancarlos “Omega_Sephiroth” Mota